Quanto cobrar: a conta que quase nenhum escritório faz antes de mandar a proposta
Preço de honorário costuma sair do que o colega cobra ou do que o cliente aceita. Como calcular o custo real da hora do escritório e usar isso na proposta.
5 de setembro de 2026
Pergunte a dez escritórios como chegaram ao valor da última proposta. A maioria vai responder alguma variação de "é mais ou menos o que se cobra por isso aqui na região".
Isso não é preço, é imitação. E imitação não sabe quanto custa a sua estrutura.
A conta que falta
O número que você precisa é o custo da hora produtiva. Ele sai de três informações que o escritório já tem:
- Custo fixo mensal. Aluguel, folha, contabilidade, sistemas, energia, tudo o que sai do caixa mesmo em um mês sem caso novo.
- Horas produtivas por mês. Não são 8 horas por 22 dias. Descontando reunião interna, deslocamento, captação e administração, a conta realista costuma ficar entre 90 e 120 horas por advogado.
- A margem que você quer. Escritório sem margem é emprego com risco de sócio.
Com isso, custo da hora = custo fixo ÷ horas produtivas. Um escritório com R$ 40 mil de custo e 240 horas produtivas no total tem custo de R$ 167 por hora. Toda proposta abaixo disso, por hora trabalhada, tira dinheiro do caixa.
O que muda na proposta
Você para de negociar no escuro. Quando o cliente pede desconto, a pergunta deixa de ser "dá para fazer por menos?" e passa a ser "abaixo de quanto isso vira prejuízo?". São conversas diferentes, e a segunda é a que protege o escritório.
O erro comum: esquecer o tempo de cobrança
Caso contencioso longo tem custo de acompanhamento que ninguém coloca na planilha: petição intermediária, audiência remarcada, prazo curto que consome a tarde de alguém. Some uma estimativa desse tempo antes de fechar, ou a margem vai embora no segundo ano do processo.
Onde isso entra no Dashboard.adv
A tela de precificação parte do custo do escritório e calcula o valor da proposta, em vez de guardar uma tabela de preços que alguém escreveu há dois anos.